Perdeu-se o conceito de Sagrado e Profano.
Infelizmente o zelo excessivo da religiosidade e do tradicionalismo generalizado, que é bem explanado por extremismo, vivido durante toda a história das religiões foram continuamente maléficos para a coerência da sociedade.
Infelizmente o zelo excessivo da religiosidade e do tradicionalismo generalizado, que é bem explanado por extremismo, vivido durante toda a história das religiões foram continuamente maléficos para a coerência da sociedade.
Na
prática tudo isso nada tem a ver com a proposta
inicial da religião que em sua essência viabilizaria a religação do ser
humano com o divino, e em sintonia com o criador transforma o ser humano em
alguém melhor. Mas negando sua forma primária o que vemos durante toda a
história inter-religiosa é uma má interpretação desta imagem, que é convertida
no triste quadro de pessoas se intitulando superiores as outras por pertencerem
a religiões diferentes ou por não pertencerem a religiões.
Na
íntegra os reflexos da religiosidade deveriam ser vistos diretamente no tratar
com o próximo, seja ele quem for,
pertença ou não a um grupo religioso, se tenho em mente o conceito de que devo
amar ao próximo, é isso que devo fazer e sem acepção de pessoas. Hoje vemos,
claramente, um repudio ou duelo de
religiosos com os homossexuais, por exemplo. Os religiosos que tem a
oportunidade de mostrar na prática o amor que pregam, insistem em apontar,
criticar, acusar e condenar, e utilizam o seguinte jargão: “não sou eu, é a
bíblia quem os condena”. Se a bíblia os condena, onde é que confere a nós o
dever de exercer ou aplicar a pena ou sansão? Porque é isto que fazemos quando
os marginalizamos ao invés de trazê-los para próximo de nós e amá-los
incondicionalmente.
Digo
isto, pois, o dever da religião é religar,
e nunca foi desligar! Simples! Se há
alguma pena destinada a alguém não cabe a nenhum de nós aplicá-la e pronto! O
que aprendemos é que devemos Amar! Isso sim é bem claro e objetivo!
Digo
também, porque o extremismo religioso cega os seus adeptos, impedindo-os de
enxergar que a sacralidade real se expressa no próximo! Nada é
mais sacro que o próximo! Por isso não se explica, de maneira nenhuma,
“guerras santas”, ou segregação religiosa. O religioso de fato é aquele que
agrega e não segrega! O que ama; nunca o
que odeia! O Amor ao Próximo é a
religião de fato¹! Longe disso não há religião!
Os extremistas sacralizam o templo, as
roupas, os objetos, mas nunca as pessoas, perdendo totalmente o sentido da
religião! Esses são os mesmos que matam
pessoas por coisas ou conceitos, se não matam fisicamente, matam moralmente ou
socialmente fazendo com que o grupo os marginalize.
Não são as coisas que são sacras e sim as pessoas², são a coroa da criação, a imagem e semelhança do Criador! Qualquer coisa é profana quando comparada com uma pessoa, seja ela pertencente a qualquer religião, raça, sexo, etnia, classe social ou até mesmo opção sexual.
Digo isso sendo religioso e
conservador, mas pensador.
-Vinicius Freitas
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²Marcos 2:27

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