Todas as experiências são valiosas, quando temos a humildade de aprendermos com ela! Se simplesmente apagarmos os erros da memória, tornaremos a cometê-los! [Durante muito tempo a igreja fez isso] Se, porém, lembrarmos e os estudarmos, aprimoraremos a nossa vivência!
A voz de Deus está na sensibilidade do Espírito! E através desta, tenho percebido que nos distanciamos das pessoas por classificá-las como não salvos e salvos; perdidos e achados; ou qualquer outra coisa parecida [quanta pretensão a nossa]. Formamos classes e subjugamos as pessoas nelas. Tornamos-nos classistas disfarçados. Lamentável!
Nós como igreja do Senhor precisamos estar mais próximos das pessoas. Do Ser!
Precisamos ser mais humanos e menos “deuses”! Precisamos assumir nossa identidade e reconhecer nosso papel na sociedade, na comunidade onde Deus no colocou! Precisamos fazer a diferença entre os povos, ser verdadeiramente “Sal e Luz”, diferenciados, mas não ser ‘diferente’ no desejo de se sentir superior ao outro! Não na ânsia de enxergar o próximo como alguém perdido, nem fazer acepção de pessoas, cumprimentando somente aos irmãos como faziam os fariseus. Mas especialmente fazer a diferença no Amor/ Caridade, na Esperança e na Fé¹!
Quantos não foram descartados pela igreja? Excomungados, excluídos, expulsos ou algo semelhante em nome da “perfeição eclesial” inexistente? A equação é simples: Igreja é gente e gente não é perfeita! Devemos sim buscar a perfeição, mas isso não significa condenar os imperfeitos, isso seria “um tiro no próprio pé”.
Isso é algo que precisa ser revisto.
Não temos esse direito. Pessoas não são descartáveis.
Temos que parar com nosso discurso demagogo de achar que igreja é lugar de perfeição. O lugar de perfeição é o céu!
Temos que acolher as pessoas e amá-las, independente do que elas façam.
Por que foi assim que Deus fez por nós! Cristo nos amou quando ainda éramos pecadores². Nossos pecados não foram suficientes para impedir que Cristo nos amasse e se entregasse por nós, tão pouco o pecado do próximo deve ser empecilho para não os amarmos.
Se Deus esperasse que o mundo se arrependesse para que depois o perdoasse, Cristo não teria se entregado ainda e nem se entregaria, pois muitos simplesmente não se arrependem, então não espere arrependimento para perdoar, apenas perdoe!
O joio do trigo será separado por Deus, no juízo³ e não pela igreja no presente.
Os que eram excluídos pela religião ou pelos fariseus, foram os acolhidos por Cristo, entende?
Se não mudarmos nossa postura como Igreja que somos os erros cometidos na história serão sempre os mesmos.
-Vinicius Freitas
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