Durante muitos e muitos anos a “igreja” tem “demonizado”
muitas pessoas, especialmente os pensadores, tais como Karl Marx, Marx Weber,
Mircea Eliade, Kant, Nietzsche, Freud, Jung, Da Vinci, Copérnico, Galileu, entre
inúmeros outros. Ainda hoje, homens como estes que fizeram mais pela humanidade
do que suponhamos, são marginalizados e desacreditados nos meios religiosos,
sem a menor razão, é claro, pelo simples fato de discordarem das tradições ou
serem ateus.
Pois bem, é muito comum as pessoas serem “demonizadas” por nós religiosos quando nos contrariam, além do que é mais simples dizermos que é demônio do que encontrar um argumento sólido que refutem suas teses, isso daria muito trabalho! E como não gostamos muito de pensar; haja vista que não repensamos nem nossos próprios dogmas, quanto menos as teorias destes, preferimos então demonizá-los, marginalizá-los, mal-dizê-los e assim subtrair toda a credibilidade dos mesmos fazendo com que alguns, simplesmente, neguem a existência dos tais.
Entretanto, analisando friamente a questão, veremos o quão incoerente soa nossa imposição. E um pouquinho mais a fundo, a começar do nosso comportamento, veremos que estes ateus, desacreditam não de Deus propriamente dito, visto que nunca conheceram a Deus, mas desacreditam da forma ineficaz, incoerente e imprudente de como nós, religiosos, apresentamos a Deus para o mundo!
Sendo um pouquinho empático, eu diria que se vivêssemos na época em que viveram e sofrêssemos o que cada uma daquelas pessoas sofreu, em nome das religiões, qualquer pessoa com a mínima capacidade crítica desacreditaria de ”deus”. E agora sendo muito empático, eu digo que se meu relacionamento com Deus se baseasse só no que me dizem, sobre Ele, eu seria ateu!
Se tudo o que eu soubesse de Deus se resumisse nas programações de TV, Rádio ou nas mais incoerentes pregações e imposições que testemunho por aí, EU SERIA ATEU! Eu desacredito deste “deus” que limita e escraviza pessoas! Esse "deus" que segrega! Este “deus” que barganha, que age na base da troca! Esse “deus” que não permite que as pessoas pensem, eu sou ateu deste “deus”.
Não deveríamos culpar ou "demonizar" os ateus por serem ateus, mas deveríamos rever a maneira como apresentamos a Deus para a sociedade! Se estudássemos somente nossos atos, veríamos o quanto fomos e somos cruéis com Deus e com as pessoas! Aí então notaríamos que o maior centro de formação de Ateus foram as próprias instituições religiosas.
Deus é mais que uma religião, ideologia ou filosofia! Deus é Amor! Por isso digo que só me assusta e me entristece quando alguém diz que não acredita no Amor! Este, em minha concepção, é o ateu!
Vinicius Freitas.

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