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quinta-feira, 19 de março de 2015

O Ópio do Povo?!

Nota-se, por vezes, líderes religiosos se posicionando contra protestos, embora não concordem com o posicionamento dos governantes, e influenciando seus liderados contra  estes protestos. Usando o pressuposto de que a melhor maneira de protestar é a oração. Pois bem, Oração implica Ação, devemos orar, mas, sobretudo, agir no sentido de nossa oração!
Protestos não são atos de rebeldia como dizem por aí; pelo contrário os protestos permeiam nossa história, não é à toa que somos chamados protestantes. Muitos sustentam protesto como rebeldia, por medo de sofrerem questionamentos posteriores, pois sabem que quem protesta por um motivo, pode protestar por outros também, então para preservarem seus tetos de vidro agem desta forma!

Vivemos em um Estado Democrático de Direito onde todos se submetem a legislação, e os protestos e manifestações fazem parte desta democracia!
Infelizmente muitos líderes fazem isto, também, por não terem opinião política e acharem que “política não se discute”, ou por medo de dividir o povo. É mais fácil proibir do que orientar as pessoas a discutirem, investigarem e buscarem a melhor opção!

Mas, imagine se Lutero não protestasse?! E muitos outros reformadores que o precederam?!
Agindo desta forma só provamos que somos incapazes de estudar nossa própria história, pois foi em um contexto muito parecido com este que Karl Marx disse:

“A religião [...] é o ópio do povo.”

De fato, enquanto o melhor que pudermos fazer for dizer: “Deus proverá”, e orientar as pessoas a não se envolverem com a política e outros assuntos do dia a dia, estaremos sendo cúmplices daqueles que oprimem o povo, estaremos sendo um anestésico, o ópio deste povo.

Que possamos então dar a Cesar o que é de Cesar! Não nos conformar com a opressão do tempo presente e arregaçar as mangas para assim experimentarmos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus!

Vinicius Freitas.

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